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Estilos

O bonsai é uma árvore miniaturizada, porém representando tal como ela é na natureza. Cabe lembrar que a natureza a que nos referimos não é a específica de uma ou outra região, mas a que existe em diversas partes do planeta. Não precisamos de profundo conhecimento para saber que uma Jabuticabeira jamais terá a forma de uma cascata (Kengai). Assim, precisamos entender um pouco do comportamento de uma árvore em relação ao seu habitat natural.

 

Contudo, como a arte é livre, nada impede que você dê uma forma não natural ao seu bonsai. 

 

Lembre-se de que a harmonia deve prevalecer!

 


 

BANKAN - SERPENTINA

Este talvez seja o mais excêntrico de todos os estilos, pois o bonsai Bankan tem um tronco se torcendo no próprio eixo. As árvores neste estilo destacam-se pela sua aparência de velhice. As curvas do tronco e as partes de madeira morta lhes dão um aspecto trágico e lhes fazem majestosas.


BUNJINGI - DESARMONIA HARMONIOSA

Pode ter o tronco quase reto ou sinuoso, porém a sinuosidade deve ser com ângulos dramáticos, abruptos. Galhos curtos, espaçados e apenas na parte mais alta da planta, isso lhes confere certa elegância discreta, minimalista.

(MINIMALISMO: Estilo ou movimento artístico que tende para a simplicidade e para formas geométricas básicas)

O estilo Bunjingi é a presença de um minimalismo no cultivo do bonsai. Não tem aspecto de profundidade e possui uma razoável tortuosidade, passando na maioria das vezes uma idéia de simplicidade e leveza. Também chamado de estilo Literati, cuja palavra é derivada da elite intelectual da antiga aristocracia chinesa.

É o único estilo que não simula uma planta na natureza e sim a caligrafia (ideogramas) chinesa/japonesa. É considerado um dos estilos mais difíceis de conseguir beleza e harmonia.


CHOKKAN – ERETO FORMAL

A planta cresce com o tronco perfeitamente reto.

Este estilo baseia-se nas árvores gigantes que crescem isoladamente ou não tão próximas umas das outras. Deve ter um tronco reto e rígido, e uma distribuição de galhos perfeita, também em linhas retilíneas, diminuindo à medida que o tronco se afasta do solo, formando um triângulo. Uma leve sinuosidade no tronco é aceitável. Os galhos podem ser horizontais ou dirigidos para baixo ou levemente para cima. O ápice pode ter forma pontiaguda, diferente dos demais estilos, cuja copa normalmente é arredondada. Uma boa conicidade do tronco é fundamental.


 



SHAKAN - INCLINADO

O ápice posiciona-se descentrado com a base do tronco. As raízes deverão ser mais fortes, aparentes, no lado oposto à inclinação, como se o bonsai estivesse se "agarrando” para não cair. Para dar equilíbrio ao conjunto é muito importante que o primeiro galho esteja no lado oposto a inclinação.
A planta se inclina para fora do vaso com uma queda parcial. O Bonsai han-kengai é semelhante ao Kengai. Tem um aspecto horizontal e geralmente uma parte da árvore se inclina para baixo, cujo ápice não ultrapassa a base do vaso, normalmente ficando entre a borda e a base do vaso. Para dar equilíbrio ao conjunto, utilizam-se vasos de profundidade mediana. 


HAN- KENGAI - SEMI-CASCATA

A planta se inclina para fora do vaso com uma queda parcial. O Bonsai han-kengai é semelhante ao Kengai. Tem um aspecto horizontal e geralmente uma parte da árvore se inclina para baixo, cujo ápice não ultrapassa a base do vaso, normalmente ficando entre a borda e a base do vaso. Para dar equilíbrio ao conjunto, utilizam-se vasos de profundidade mediana. 


KENGAI - CASCATA

A planta se inclina mais fortemente para fora e para baixo. No estilo Kengai a maior parte da árvore cresce para baixo, atingindo um nível inferior ao da base do vaso. A diferença entre este estilo e o estilo Han-Kengai (semi cascata) é que no bonsai Kengai a parte da árvore em queda realmente cai enquanto que no estilo Han-Kengai ocorre uma insinuação de queda, uma queda parcial. Para este estilo são utilizados vasos mais profundos que os comumente utilizados para os outros estilos de bonsai. Este estilo é baseado na situação que ocorre na natureza com as árvores que nascem nas encostas dos penhascos.

Neste estilo a planta pode ou não ter uma copa, contudo, em caso de haver uma copa, ela não pode ser mais volumosa do que a cascata.


GAITO-KENGAI

Pode identificar-se como uma árvore crescendo em cima de um monte com uma parte pendurada num penhasco, como se fosse chicoteado de lado. Diferente do Kengai a predominância visual é da copa e não do galho que se precipita. 


DAI-KENGAI

Cascata com máxima inclinação. O seu mergulho deve ser radical e descer em paralelo ao vaso. Pode apresentar copa ou não, desde que acompanhe a inclinação.


FUKINAGASHI - VARRIDO PELO VENTO

A característica do bonsai fukinagashi é possuir todos os galhos situados para um dos lados, como se fossem constantemente soprados pelo vento. Normalmente no lado oposto aos galhos pode haver Shari. É conveniente que a planta seja inclinada a favor do "sugerido” vento. É fundamental manter toda a folhagem também como se fosse fustigada pelo vento, não se admitindo, ramos secundários crescendo para cima. Neste estilo também não se utilizam galhos direcionados diretamente para o fundo, pois todos devem estar orientados na mesma direção. Pode haver galhos que surjam no lado oposto à inclinação, desde que sejam orientados a favor desta.


HOKIDACHI - VASSOURA

O bonsai Hokidachi tem o tronco vertical, com os galhos muito ramificados formando uma copa única. De certo modo, parece uma vassoura invertida. As caducifólias são as espécies mais adequadas para esse estilo. 


IKADABUKI - MÚLTIPLOS TRONCO

Também conhecido como estilo BALSA ou JANGADA. Neste estilo, na verdade, temos uma única árvore que por força maior foi ao chão, mas mantendo-se viva desenvolveu seus GALHOS como novas árvores, todas dependentes da mesma base.


ISHITSUKI - PLANTADO EM ROCHA

Árvore plantada sobre uma rocha como se essa rocha fosse um vaso. Este estilo é semelhante ao anterior, a diferença é que neste estilo as raízes não vão de encontro ao solo. Normalmente, pela sua própria natureza de rocha e não de vaso, o espaço destinado ao substrato e às raízes, é pequeno. Assim, se faz necessário uma boa ancoragem da planta na rocha.


KABUDACHI - TRONCOS MÚLTIPLOS

Neste estilo, vários troncos, em número ímpares,  partem de um único tronco mais grosso, ou seja, deve possuir um único nebari. Os troncos devem aparecer a poucos centímetros da superfície, pois desta forma o tronco-mãe será mais curto.


MINO-KAKE - Tatame

Diferente dos demais estilos que se definem pelo tronco ou forma da copa, neste temos um primeiro galho dentro do primeiro terço que se projeta em paralelo ao solo para fora da triangulação, parecendo um Tatame. É uma forma única, mas não raramente usada.


MOYOGI - ERETO INFORMAL 

O tronco da árvore se eleva em curvas. Esse estilo assume uma forma correspondente à maioria das arvores nas praças, parques, ruas e na própria natureza. O bonsai Moyogi pode ter tronco e galhos exageradamente tortuosos ou com pouca tortuosidade. Seu ápice deve estar perpendicularmente centrado com a base do tronco. A árvore deve possuir um aspecto geral de informalidade. Conicidade no tronco é fundamental. O ápice deverá ter uma leve inclinação para frente.


NEAGARI - RAÍZES VERTICAIS EXPOSTAS

Possui raízes aparentes, que brotam dos troncos e lhes conferem uma aparência singular, como plantas que se desenvolvem em manguezais.

O Bonsai Neagari possui raízes grossas aparentes e distribuídas radialmente, sustentando o tronco acima do solo. Este estilo é característico do bonsai chinês. 


NEJIKAN - TRONCO RETORCIDO

Geralmente, a casca se retorce em espiral, dando um efeito muito atraente à árvore. O tronco da árvore deve percorrer um movimento axial. O Nejikan é um belíssimo estilo e produz um efeito ainda mais interessante em espécies de tronco particularmente belo como a ROMÃ NEJIKAN, cujo próprio nome se deve a este estilo.


ROSOKU-ZUKURI

Tronco ereto com copa aparentando uma chama de vela. Neste estilo tanto os galhos quanto os ramos devem ser orientados para cima para formar adequadamente o perfil. Os Ginkgo Biloba são, normalmente, modelados nessa forma.


SABAMIKI - ÁRVORE PARTIDA

Tronco rachado, de forma que saiam galhos e folhagens das duas partes, simulando a ação de um acidente natural. Utilizado para dar a impressão de uma árvore que talvez tenha sido atingida por um raio, ou algum outro trauma sofrido há muito tempo. 


SEKIJOJU - RAIZ SOBRE ROCHA

As raízes são aparentes como no neagari, mas nesse caso abraçam firmemente uma pedra ou pedaço de rocha antes de penetrar no solo. Supõe-se que o terreno junto a arvore foi se desgastando e começaram a aparecer as raízes firmadas numa rocha. Não deve haver espaços vazios (frestas) entre as raízes e a rocha. Vale lembrar que essa união pedra/raízes possui uma visão sinuosa, assim, o tronco e os ramos também devem seguir essa linha.


SHARIMIKI - MADEIRA EXPOSTA

Não é difícil encontrarmos na natureza uma árvore com troncos inicialmente vivos, mas com partes secas e mortas, muitas vezes por ter sido atingida por um raio. O tronco principal pode se apresentar retorcido, rachado, espiralado.

A madeira, com a ação constante dos ventos, fica esbranquiçada e muito lisa, e é literalmente polida pela areia carregada pelo vento.



SHIDARE-ZUKURI - SALGUEIRO OU GALHOS CAIDOS

Árvore com todos os galhos, ou quase todos, em queda. Como um Salgueiro-chorão. Estilo apropriado somente para o salgueiro-chorão, a glicínia, Calliandra spinosa e umas poucas outras espécies que apresentam ramos pendentes.


YAMAMORI - ÁRVORES EM GRUPO: 

É o estilo em que duas ou mais plantas (no máximo sete) são colocadas numa mesma bandeja, formando um grupo de árvores. Esta forma nos obriga limitar o comprimento dos troncos e dos galhos. 

                2 árvores : Soju

                3 árvores: Sambon - Yose

                5 árvores: Gohon - Yose

                7 árvores: Nanahon – Yose



TAMA-ZUKURI – Literalmente estilo OVO!

Neste estilo o que predomina é o tronco ereto com copa densa em formato oval.